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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

FIM Da Aventura

Este será (possivelmente) o último "post" deste blog.

Começou por uma pequena e breve aventura, que por motivos vários, se foi esmorecendo, e... terá o seu fim.

A todos os que visitaram e comentaram, o meu muito obrigado.

Pode ser que outra aventura surja, entretanto, até lá .....

 

 

Um bom Ano de 2008

e

seguintes

 

 

 

 

 

 

A SALA de AULA continua a ser um MUNDO ....

 

 

 

 

 

 

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publicado por Mário Silva às 12:33
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007

FELIZ NATAL

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publicado por Mário Silva às 16:16
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Sala de Aula e a Voz (III)

 

Nunca damos importância àquilo que temos e usamos quotidianamente, mas, … sentimo-nos perdidos e algo aflitos quando perdemos uma capacidade que julgamos “eterna”.


Ora, sabendo que a Voz é o recurso que já vem incorporado com o Professor/educador, e que é fundamental para o exercício da sua actividade profissional, reformulo a questão que coloquei no “post” anterior: “O que pode o Professor/Educador fazer para preservar essa tão importante ferramenta que possui. – a VOZ?”

Primeiro, devemos tomar consciência que a Voz também se estraga e que podemos e devemos ter cuidados com ela: 


 Beber muita água (especialistas recomendam um mínimo de 2 litros ao longo do dia e à temperatura ambiente). A ingestão da água é fundamental, pois as cordas vocais necessitam de estar lubrificados para vibrarem adequadamente.
Reduzir o ruído de fundo, na sala de aula, diminuindo assim, o esforço para nos fazermos ouvir e aumentar a atenção dos alunos naquilo que queremos transmitir.
Evitar controlar a atenção da turma através do volume excessivo da voz. Poder-se-á, como alternativa, utilizar gestos ou batida de palmas.
Olhar directamente para os alunos. A voz terá uma melhor projecção e o nosso olhar também poderá ser uma boa forma de comunicação.
Evitar falar ao mesmo tempo que se escreve ou apaga o quadro, evitando uma maior inalação do pó do giz. Devemos treinar a inspiração pelo nariz quando executamos essas tarefas, já que este filtra, aquece e humedece o ar, sendo uma defesa do nosso organismo à poluição (pó do giz, poeiras, …). 
 Usar frases curtas e simples. Sentir-nos-emos mais à vontade e a mensagem será melhor compreendida.
Evitar o fumo de tabaco e o consumo de bebidas alcoólicas, já que estas agridem directamente a mucosa das cordas vocais, causando secura, irritação, inchaço e consequentemente alterando a qualidade da voz.
Mastigar bem os alimentos é também importante, na medida em que os movimentos amplos da mandíbula são um óptimo exercício para a dicção.
Evitar o consumo de pastilhas elásticas com sabor a mentol, pois iludem e “anestesiam” a garganta, fazendo com que não nos apercebamos que podemos estar a forçar a voz.
Durante quadros gripais ou crises alérgicas, além de devermos “abusar” do consumo de água, dever-se-á desenvolver estratégias didácticas que favoreçam o descanso vocal, alternando aulas expositivas com actividades de grupo, utilização de ferramentas multimédia, etc,…
Evitar o pigarrear, tossir ou “raspar” a garganta para pseudo limpá-la, pois estes causam um atrito muito forte nas cordas vocais. É mais simples beber água, deglutir em seco, bocejar ou fazer vibração com os lábios ou língua sem produzir som.

Espero que, de alguma maneira, tenha alertado e contribuído para uma maximização do potencial que temos em cada um de nós – a nossa VOZ.


publicado por Mário Silva às 21:13
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Sala de Aula e a Voz (II)

"O prometido é devido" ... Voltemos à importância da Voz.

O professor/educador na sala de aula, recreio,... utiliza de forma prolongada e muitas vezes intensa, a sua própria voz como ferramenta de trabalho.

Ora, se a docência exige o uso intensivo da voz e para que possa corresponder a essa necessidade sem que haja prejuízo para a qualidade do seu trabalho, esta deve ser saudável e produzida correctamente (clara, limpa e emitida com uma intensidade adequada ao ambiente, sem esforço ou cansaço, ...).

Mas, segundo Manuel Pais Clemente (presidente da Associação Mundial da Voz), "as faltas de professores às aulas estão, em muitos casos, associadas a situações de fadiga vocal, rouquidão, nódulos ou simplesmente má colocação da voz".

Ora, daí poderemos inferir que, na sua generalidade, os professores não fazem uma boa gestão da sua voz. Os problemas vocais começam a manifestar-se por períodos curtos de rouquidão, quando se utiliza com mais intensidade a voz ou em situações de maior "stress". Problemas esses que podem, se não cuidados, agravar-se, aparecendo o pigarro, voz mais grave ou perda dos tons mais agudos, ardência ou secura na garganta, dor ao falar, falta de volume e projecção, pouca resistência ao falar, ... Este tipo de problema ocorre, muitas vezes, de forma muito lenta e gradual.

Os factores desta problemática são vários: ventilação inadequada, ruído, sala de aula muito grande e com fraca acústica, nº excessivo de alunos, "stress", resistência vocal, estado geral de saúde, alergias, gripes, hábitos inadequados (fumar, tossir, pigarrear constante, uso excessivo de pastilhas elásticas e sprays anestésicos, ...).

Afinal, se já sabemos quanto é importante a Voz para o professor e já identificamos os factores da sua má utilização.

O que podemos fazer para protegermos essa tão importante ferramenta que possuímos - a Voz?

 

Deixo, aqui, a pergunta no "ar", mas prometo que voltarei, esperando que "a Voz não me doa".

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publicado por Mário Silva às 16:13
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Sala de Aula e a Voz (I)

Hoje, dia 16 de Abril, comemora-se o Dia Mundial da Voz.
Poder-se-á questionar o que é que esta comemoração tem a ver com a sala de Aula?
Em todo o espaço escolar (por muito bem que estejam apetrechadas tecnologicamente as nossas salas de aula) o modo de comunicação privilegiado é a oralidade - através da Voz*.
É através dela que as crianças, essencialmente, comunicam (entre elas e com os professores e auxiliares). É também a oralidade, a forma de comunicação que percentualmente é mais utilizada pelos professores/educadores, para exporem conteúdos, dar conselhos, apresentar regras e até demonstrarem a sua "autoridade".
Afinal, o uso da Voz (crianças e professores) e a Sala de Aula estão interligados.
Mas, se a Voz é assim tão importante, será que a usamos de forma conveniente?
Nós usamos a voz desde que nascemos* mas actualmente verifica-se um aumento de disfonias**, muitas vezes com nódulos nas cordas vocais, já em crianças nos Jardins de Infância. Isto muitas vezes tem a ver com o modo como as crianças usam a voz nas suas brincadeiras. Frequentemente passam o tempo do recreio a gritar, em que toda a situação de "jogo" se desenrola no meio de muito barulho. Isto não é saudável  para os ouvidos e é uma verdadeira agressão para o aparelho vocal (ainda em desenvolvimento). Todos sabemos que é possível corrigir a voz de uma criança mas é extremamente difícil alterar hábitos vocais.

 

E, ...  os Professores? ...

 

Voltarei, brevemente, a este tema "nem que a Voz me doa" ...

 

* Faço aqui uma pequena ressalva para com a Comunidade Surda, cuja preponderância é a sua Língua Gestual, não havendo necessidade do uso da voz.

** Disfonia - alteração auditiva ou física que pode resultar num impedimento do uso da voz. As causas podem ser orgânicas ou funcionais.


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publicado por Mário Silva às 23:37
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Dia Internacional da Literatura Infantil

"A investigação teórica mais recente no âmbito dos processos de aquisição e de aprofundamento da literacia tem sublinhado a mais-valia que implica o contacto e a interacção precoce da criança com textos literários de qualidade. São estes textos que, materializando a língua nas suas dimensões eminentemente lúdica e criadora, em larga medida, funcionam como elementos fortemente dinamizadores dos processos semióticos da cultura." - "Literatura Infantil e Educação para a Literacia" - Prof. Doutor Fernando Fraga de Azevedo in http://www.iec.uminho.pt/Default.aspx?tabid=9&pageid=164&lang=pt-PT  

Hoje comemora-se o DIA INTERNACIONAL DA LITERATURA INFANTIL

Sabendo da importância do livro como ferramenta educativa, em diferentes contextos e também na Sala de Aula, não poderia deixar de lembrar este dia, esperando que não seja esquecido nos restantes 364 dias do ano.

O dia 2 de Abril é a data do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. A celebração deste dia é uma iniciativa da IBBY (International Board on Books for Young People) -, que se realiza anualmente desde 1967, com o principal objectivo de promover o livro infantil e o prazer da leitura nas crianças.

Hans Christian Andersen, nasceu em Odessa, Dinamarca, há duzentos anos, no seio de um família de origens humildes. O amor pela literatura e imaginação que veio a desenvolver chamou a atenção do rei Frederico VI, levando-o à decisão de enviar o então rapaz para a escola e financiar a sua educação. Influenciado pelas primeiras viagens pelo continente europeu que realizou nos anos de 1834 e 35, começa a escrever o que seria a primeira versão dos Contos de Fadas, obra que viria a conhecer sucessivas sequelas e iria constituir a jóia de coroa da bibliografia do autor dinamarquês. São deste autor as belíssimas histórias: A Pequena Sereia, O Patinho Feio, A Menina dos Fósforos, A Sombra, A Rainha de Gelo, e muitos outros.

Todos os anos a IBBY escolhe uma mensagem de incentivo à leitura, dirigida às crianças de todo o mundo. A autora escolhida, este ano, foi a neo-zelandeza, Margaret Mahy.

"Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar de tentarem escapar-me velozmente. Até que, por fim, consegui abrir os livros e entender o que lá estava escrito. Sozinha, tornei-me capaz de ler contos, histórias engraçadas e poemas.
No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos um certo poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura ..."  in http://sol.sapo.pt/blogs/anatarouca/archive/2007/04/01/O-Dia--Internacional-do-Livro-Infantil--.aspx

 
Sítios da Web a consultar:

IBBY - The International Board on Books for Young People  -  http://www.ibby.org/
SAL - Serviço de Apoio à Leitura  - 
http://sal.iplb.pt/

Mensagem do 2 de Abril de 2007 - Dia Internacional do Livro Infantil -  http://sol.sapo.pt/blogs/anatarouca/archive/2007/04/01/O-Dia--Internacional-do-Livro-Infantil--.aspx

PLANO NACIONAL DE LEITURA  - http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/

Literatura Infantil e Educação para a Literacia - http://www.iec.uminho.pt/Default.aspx?tabid=9&pageid=164&lang=pt-PT

Programa de Tutores de Leitura "Crescer a Ler" - Centro de Formação das Escolas de Gondomar - http://www.cfgondomar.org/index.asp?identidade={9E317F58-A3C7-453D-A417-E95445CB9D98}&idpagina={A415F676-B837-4242-8C5E-7302F6382DF4}&IDNoticia={DDAE272C-9727-4DFE-9A2A-84493EF1AEEE}

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publicado por Mário Silva às 15:02
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Sábado, 31 de Março de 2007

"Jovens portugueses estão entre os melhores a usar o computador"

"Os jovens portugueses entre os 16 e os 24 anos são dos que apresentam maiores níveis de competências em tecnologias da informação e das comunicações (TIC), de acordo com o relatório de 2007 sobre progresso anual da i2010 - a vertente digital da Estratégia de Lisboa para o crescimento e o emprego, apresentado ontem em Bruxelas.
De acordo com o estudo do Eurostat, com dados referentes a 2006, Portugal ocupa a sétima posição dos países da União Europeia em termos de competências na utilização de computadores, tendo por base a faixa etária entre os 16 e os 24 anos. Portugal apenas fica abaixo da Eslovénia, Luxemburgo, Áustria, Dinamarca, Hungria e Estónia.
Neste indicador o nosso país apresenta um desempenho acima da média europeia. "
Artigo de Pedro Correia In "Jornal de Notícias" de 31/04/20007

O extracto do artigo atrás transcrito fez-me novamente reflectir sobre a Escola, os Alunos e Professores de Hoje e do Futuro próximo.

Afinal, poderemos constactar que os nossos jovens demonstram competências, acima da média europeia, em Tecnologias da Informação e das Comunicações, mesmo sabendo dos condicionalismos (baixa penetração da Banda Larga no país; nº relativamente baixo de computadores em relação a toda a população; nº ainda baixo de computadores por aluno; , havendo Escolas e/ou Jardins de Infância sem ligação à Internet,etc).

Então, porque não conseguimos melhores resultados ao nível das competências nas áreas da Matemática, Língua Portuguesa, áreas das Ciências, ... Porquê?

Será que poderíamos aproveitar esta aptência dos nossos alunos para melhorarem os seus conhecimentos noutras áreas?

Será só a falta das novas ferramentas educativas (computadores, Internet, projectores de vídeo, etc)?

Será que os nossos alunos só são capazes de dominar o computador para comunicartem entre si, descobrirem  "sites" para ouvir música ou ver vídeos e "descobrirem" informação do seu interesse imediato? Penso que não. São capazes de muito mais.

 

Será que , os professores estão capazes de acompanharem a velocidade do conhecimento na área das novas tecnologias dos seus alunos? Penso que sim, se o quizerem..

 

Afinal, existem outras ferramentas educativas, para as quais os alunos estão vocacionados e capacitados.

 

Será que a nossa sala de aula (com todos os intervenientes: Professores, Alunos) terá que se "reformatar"?

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publicado por Mário Silva às 16:41
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Sala de Aula - Futuro ou Presente?

Ainda voltando ao assunto da sala de aula ...
Enquanto "navegava" pela Internet pesquisando algo sobre o tema, descobri um artigo que me fez saltar muitos anos. Da era da lousa para a era digital. O título do artigo chamou-me logo a atenção: O PROFESSOR DO PRÓXIMO MILÉNIO .
Dada a forma como está escrito, não resisti a partilhá-lo convosco.
Segundo Andrea Cecilia Ramal (Pesquisadora do Centro Pedagógico Pedro Arrupe) o computador vai substituir o professor. Claro que se refere ao tipo de professor, "transmissor de conteúdos, parado no tempo, aquele das conhecidas fichas que serviam para todas as turmas, ano após ano. Aquele que pensava que, mesmo apresentando as coisas de maneira maçante e tradicional, trazia novidades para pessoas que não sabiam quase nada. Essa transmissão de dados passará a ser feita pelo computador de um modo muito mais interessante: com recursos de animação, cores e sons; o aluno terá papel activo, buscando os temas em que deseja se aprofundar. Algo excluído há muito tempo do currículo entrará na escola: a própria vida do estudante." *
Questiona a autora sobre, afinal, o que será o professor do futuro?
Prevê que será um estratega da aprendizagem.

"Alguém que vai precisar conhecer a psicologia e a ecologia cognitivas de seu tempo (em outras palavras: saber como o aluno aprende), para poder criar estratégias de aprendizagem no ambiente do computador. "
Segundo Andrea Cecilia Ramal "existem duas formas de usar a "máquina" na sala de aula. Uma é como se ela fosse simplesmente um caderno mais prático, ou um quadro-negro mais moderno: por exemplo, colocar os alunos para copiar textos no Word, ou dar aula com apresentações no Powerpoint. Isso não é novidade, é apenas incrementar a aula tradicional com elementos atraentes. " *

"A segunda maneira é tornar o computador um novo ambiente cognitivo, ou seja, compreender que no contexto digital mudam as nossas formas de pensar e, portanto, de aprender. Isso não é inédito na humanidade: quando a escrita surgiu, o mundo começou a pensar diferente, a organizar as ideias de outro modo e a formar novas visões da realidade. Nossa época é tão decisiva na história como aquele momento. Cabeças deixam de ser analógicas para se tornar digitais. " *


Termino este post com a mesma pergunta que a autora se questionou:
Como se estrutura seu pensamento dos nossos actuais alunos?


Voltarei ao mesmo assunto, em breve, já que o artigo referido traz mais questões que nos fazem reflectir:
-Mudando as ferramentas educativas mudamos o tipo de ensino?
- Melhoramos?
- Estamos, professores e alunos, preparados para a corrida desenfreada da tecnologia?
- O que podemos fazer?


* In http://www.saladeaulainterativa.pro.br  "O PROFESSOR DO PRÓXIMO MILÊNIO"
de Andrea Cecilia Ramal

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publicado por Mário Silva às 16:50
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Terça-feira, 20 de Março de 2007

Sala de Aula - Recordações 2

Triiiiiiiiiiimmm!!! Toca a campaínha!


Oh!      Acabou o intervalo!


Voltaram-me novamente as recordações da minha "velha" sala de aula. 

Vieram-me novamente à memória outras ferramentas que utilizei.
A caneta ("pena"), que íamos mergulhando no tinteiro de porcelana esmaltada, cada vez que tínhamos de escrever ...


Esta caneta (“pena”) era constituída por um simples esbelto cilindro de madeira colorido a que era acoplado um aparo metálico.

 No início, escrevíamos em cadernos de "duas linhas", para que a caligrafia fosse desenhada de forma uniforme e ... após muito, muito "treino" é que .... Maravilha das maravilhas, tínhamos o privilégio de escrever em cadernos de capa preta e com linhas “normais”.
Relembro com angústia as situações em que após (ou durante) uma esmerada cópia, ditado ou composição caía, inesperadamente um pingo de tinta, fazendo um enorme “borrão”, estragando esteticamente todo um trabalho. Culpávamos os aparos que se abriam e não retinham a tinta no seu trajecto do tinteiro ao papel ou que se abriam durante o processo de escrita.
Hoje é, porventura difícil, imaginar a dificuldade e os acidentes… Se o aparo trouxesse tinta a menos não escrevia, se trouxesse tinta a mais, caía um borrão!
E o desgosto quando acontecia estar a linha já toda escrita e distraidamente passar um braço antes da tinta estar seca e ficar tudo esborratado e ilegível! 

 Depois da simples “pena” passou-se para a revolucionária ferramenta que foi (e ainda é) a caneta de tinta permanente. Esta caneta tinha um depósito de tinta incorporado e os aparos tinham um sistema que evitavam os pingos de tinta, além desta secar em menos tempo. Tantos “borrões” se evitaram.


Mas as ferramentas para a escrita não se ficaram por aqui.

Eis que surge a mais revolucionária ferramenta para a escrita – a Esferográfica.


Que alívio …. Que revolução … Que inovação …

 Esferográfica - uma espécie de caneta cuja tinta humedece uma esfera rolante que desliza sobre as superfícies..(ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Caneta)


Foi pena, (não a caneta) que só tivesse oportunidade de a experimentar no meu 4º ano (4ª classe).

Aqui deixo mais algumas ferramentas presentes nas salas de aula do século passado e, como podem constatar, uma - a esferográfica - ainda permanece bem presente nos nossos dias.


Triiiiiiiiiiiiiiimm!!!
Acabou mais um episódio da minha aventura pela saga “A sala de aula do passado ao presente” (título que poderá ser este ou Não).


O título poderá até mudar, mas a minha aventura é que espero que não.

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publicado por Mário Silva às 22:08
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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Intervalo (DIA do PAI - Alegria e Saudade)

Triiiiiiiiiiiiiimmm!!!! toca a campainha!!!!

Chegou a hora do intervalo na aventura que iniciei.

 

Afinal, hoje é dia do Pai.

 Alegria - Foi tão bom receber a demonstração de carinho da filha!!!! .

Mas é com tristeza e saudade que não "posso" demonstrar o mesmo carinho ao MEU PAI.

 

De facto, este dia, demonstrou-me como é possivel vivermos e confrontrarmo-nos com emoções tão antagónicas.

 

Viver...é também isto.

  •  Sabermos conviver com as nossas emoções e, sem ninguém dar por isso, rirmos ou chorarmos, olhando sempre a Vida de frente, pensando no AMANHÃ.

 Neste dia (e nos outros) a mistura de emoções é uma constante na vida individual e  colectiva, nomeadamente num contexto de sala de aula.

É o abstrair e controlar  das emoções individuais do professor(a) e o saber sentir das emoções individuais de cada aluno, conhecendo, comprendendo e aplicando em cada momento as estratégias que se enquadrem no seu todo, nunca esquecendo a individualidade que é cada aluno (carregando a sua própria história de vida)

BOM DIA DO PAI

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publicado por Mário Silva às 18:36
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